VIVA O MARXISMO-LENINISMO-MAOISMO
Introdução
Em 1984 foi
fundado o Movimento Revolucionário Internacionalista, agrupando
os núcleos de revolucionários maoistas de todo o mundo que estavam
determinados a fazer avançar a luta por um mundo sem exploração
e opressão, sem imperialismo, um mundo em que a própria divisão
da sociedade em classes será superada - o mundo comunista do futuro.
Desde a formação do nosso Movimento temos continuado a avançar e
hoje, por ocasião do Centenário de Mao Tsé-tung, com um profundo
sentido das nossas responsabilidades, declaramos ao proletariado
internacional e às massas oprimidas do mundo inteiro que a ideologia
que nos guia é o Marxismo-Leninismo-Maoismo.
O nosso Movimento
foi fundado com base na Declaração do Movimento Revolucionário
Internacionalista, adoptada pela II Conferência de Partidos
e Organizações Marxistas-Leninistas em 1984. A Declaração
defende a ideologia revolucionária do proletariado, e, com base
nela, aborda, de uma forma correcta quanto ao essencial, as tarefas
dos comunistas revolucionários, quer nos diferentes países quer
à escala mundial, a história do movimento comunista internacional
e várias outras questões vitais. Reafirmamos hoje que a Declaração
é a base sólida do nosso Movimento sobre a qual estamos a clarificar
e a compreender mais profundamente a nossa ideologia, bem como a
edificar a mais sólida unidade do nosso Movimento.
A Declaração
salienta correctamente "o desenvolvimento qualitativo da ciência
do Marxismo-Leninismo levado a cabo por Mao Tsé-tung" e afirma que
ele a elevou a "um novo estádio".Contudo, a utilização da expressão
"Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-tung" na nossa Declaração
reflectia uma compreensão ainda incompleta deste novo estádio. Nos
últimos nove anos, o nosso Movimento empenhou-se numa longa, rica
e firme discussão e luta por uma mais completa compreensão do desenvolvimento
do Marxismo por Mao Tsé-tung. Durante este mesmo período, os partidos
e organizações do nosso Movimento, e o MRI como um todo, estiveram
empenhados na luta revolucionária contra o imperialismo e a reacção.
De máxima importância, tem sido a experiência de vanguarda da Guerra
Popular dirigida pelo Partido Comunista do Perú, que logrou mobilizar
milhões de elementos das massas, varrendo o Estado em muitas partes
do país e estabelecendo nessas zonas o Poder dos operários e camponêses.
Estes avanços, na teoria e na prática, permitiram-nos aprofundar
ainda mais a nossa compreensão da ideologia do proletariado e, nessa
base, dar um passo de grandes consequências, o reconhecimento do
Marxismo-Leninismo-Maoismo como o novo, terceiro e superior estádio
do Marxismo.
Novo, Terceiro
e Superior Estádio do Marxismo
Mao Tsé-tung
elaborou muitas teses sobre toda uma série de questões vitais para
a Revolução. Mas o Maoismo não se resume à soma de todas as grandes
contribuições de Mao. É o desenvolvimento global e multifacetado
do Marxismo-Leninismo a um novo e superior estádio. O Marxismo-Leninismo-Maoismo
é um todo integral; é a ideologia do proletariado sintetizada e
desenvolvida a novos estádios, de Marxismo a Marxismo-Leninismo
e a Marxismo-Leninismo-Maoismo, por Karl Marx, V.I. Lenine e Mao
Tsé-tung, com base na experiência do proletariado e da humanidade
na luta de classes e na luta pela produção e pela experimentação
científica. É a arma invencível que permite ao proletariado compreender
o mundo e transformá-lo através da Revolução. O Marxismo-Leninismo-Maoismo
é uma ideologia aplicável universalmente, viva e científica, em
constante evolução e sendo sempre enriquecida através da sua aplicação
ao acto de fazer a Revolução, bem como através do avanço do conhecimento
humano em geral. O Marxismo-Leninismo-Maoismo é o inimigo de todas
as formas de revisionismo e de dogmatismo. É todo-poderoso porque
é verdadeiro.
Karl Marx
Karl Marx foi
quem primeiro desenvolveu o comunismo revolucionário há quase 150
anos. Com a colaboração do seu íntimo camarada-de-armas Friedrich
Engels, desenvolveu um sistema filosófico global, o materialismo
dialéctico, e descobriu as leis básicas que definem o curso da História
da Humanidade.
Marx desenvolveu
uma ciência da economia política que revelava a exploração do proletariado
e a inerente anarquia e as contradições do modo de produção capitalista.
Karl Marx desenvolveu a sua teoria revolucionária em ligação estreita
e ao serviço da luta de classe do proletariado internacional. Formou
a I Internacional e escreveu, com Engels, o Manifesto Comunista,
com o seu apelo de grande repercussão, "Operários de todos os países,
uni-vos!". Marx dedicou grande atenção à Comuna de Paris de 1871,
a primeira grande tentativa do proletariado para tomar o Poder,
e sintetizou as suas lições.
Armou o proletariado
internacional com uma compreensão da sua missão histórica: tomar
o Poder político através da Revolução e utilizar esse Poder - a
ditadura do proletariado - para transformar as condições sociais,
até que seja eliminada a própria base em que assenta a divisão da
sociedade em diferentes classes.
Marx dirigiu
a luta contra os oportunistas que no movimento proletário procuravam
limitar a luta dos operários à melhoria das condições da escravidão
assalariada sem pôr em causa a própria existência dessa escravidão.
Ao conjunto
das posições, do ponto de vista e do método de Marx, veio a chamar-se
Marxismo, o qual representa o primeiro grande marco no desenvolvimento
da ideologia do proletariado.
V.I. Lenine
V.I. Lenine
desenvolveu o Marxismo a um estádio completamente novo, no decurso
da sua liderança do movimento revolucionário do proletariado na
Rússia e da luta no movimento comunista internacional contra o revisionismo.
Entre muitas
outras contribuições, Lenine analisou o desenvolvimento do capitalismo
ao seu estádio superior e final, o imperialismo. Mostrou que o mundo
estava dividido entre uma mão-cheia de potências imperialistas e
uma grande maioria, os povos e nações oprimidas, e mostrou que as
potências imperialistas seriam forçadas a entrar periodicamente
em guerra para redividir o mundo entre si. Lenine descreveu a era
em que vivemos como a era do imperialismo e da Revolução proletária.
Lenine desenvolveu um partido político de tipo novo, o Partido Comunista,
como a ferramenta indispensável do proletariado para diriwir as
massas revolucionárias na tomada do Poder.
Mais importante
ainda, Lenine elevou a teoria e a prática da Revolução proletária
a um nível completamente novo, ao dirigir pela primeira vez o proletariado
na tomada e na consolidação do seu Poder político, a sua ditadura
revolucionária, com a vitória da Revolução de Outubro na antiga
Rússia czarista, em 1917.
Lenine travou
uma luta de vida e morte contra os revisionistas do seu tempo dentro
da II Internacional, que tinham traído a Revolução proletária e
que apelavam aos trabalhadores para defender os interesses dos seus
amos imperialistas na I Guerra Mundial.
Os "canhões
de Outubro" e a luta de Lenine contra o revisionismo expandiram
ainda mais o movimento comunista por todo o mundo, unindo as lutas
dos povos oprimidos à Revolução proletária mundial e dando origem
à III Internacional (ou Internacional Comunista).
O desenvolvimento
global e multifacetado do Marxismo por Lenine representa o segundo
grande salto no desenvolvimento da ideologia do proletariado.
Após a morte
de Lenine, José Estaline defendeu a ditadura do proletariado contra
os inimigos internos, bem como dos invasores imperialistas durante
a II Guerra Mundial, e fez avançar a causa da construção e da transformação
socialistas na União Soviética. Estaline lutou para que o movimento
comunista internacional reconhecesse o Marxismo-Leninismo como o
segundo grande marco no desenvolvimento da ideologia do proletariado.
Mao Tsé-tung
Mao Tsé-tung
elevou o Marxismo-Leninismo a um novo e superior estádio, no decurso
das suas muitas décadas de liderança da Revolução Chinesa, da luta
internacional contra o revisionismo moderno e, acima de tudo, na
descoberta, na teoria e na prática, do método da continuação da
Revolução sob a ditadura do proletariado para prevenir a restauração
do capitalismo e continuar o avanço rumo ao comunismo. Mao Tsé-tung
desenvolveu de forma significativa todas as três componentes do
Marxismo - filosofia, economia política e socialismo científico.
Mao disse:
"O Poder político está na ponta da espingarda". Mao Tsé-tung desenvolveu
de uma forma global a ciência militar do proletariado, através da
sua teoria e prática da Guerra Popular. Mao ensinou-nos que é o
Povo, e não as armas, que são decisivas na guerra. Assinalou que
cada classe tem as suas próprias formas específicas de fazer a guerra,
com o seu carácter, objectivos e meios específicos. Observou que
toda a lógica militar pode ser reduzida ao princípio "vocês combatem
à vossa maneira, nós combatemos à nossa", e que o proletariado deve
forjar uma estratégia e uma táctica militares que possam jogar com
as suas vantagens particulares, incentivando e confiando na iniciativa
e no entusiasmo das massas revolucionárias.
Mao demonstrou
que a política de conquistar bases de apoio e de estabelecer o Poder
político de uma forma sistemática era indispensável para incentivar
as massas e desenvolver a força militar do Povo e a expansão por
vagas do seu Poder político. Insistiu na necessidade de dirigir
as massas na realização de mudanças revolucionárias nas bases de
apoio e na necessidade de as desenvolver política, económica e culturalmente
ao serviço do avanço da guerra revolucionária.
Mao ensinou-nos
que o Partido deve controlar a espingarda e que nunca deveria ser
permitido que a espingarda controle o Partido. O Partido deve ser
erigido como um meio capaz de iniciar e dirigir a guerra revolucionária.
Salientou que a tarefa central da Revolução é a tomada do Poder
político através da violência revolucionária. A teoria da Guerra
Popular de Mao Tsé-tung é universalmente aplicável em todos os países,
embora deva ser aplicada às condições concretas de cada país e,
em particular, têr em conta as vias revolucionárias nos dois principais
tipos de países que existem no mundo de hoje - países imperialistas
e países oprimidos.
Mao resolveu
o problema de como fazer a Revolução num país dominado pelo imperialismo.
O caminho básico por ele traçado para a Revolução na China representa
um contributo inestimável para a teoria e a prática da Revolução
e é o guia para conseguir a libertação nos países oprimidos pelo
imperialismo. Isto significa Guerra Popular prolongada, rodear as
cidades a partir do campo, com a luta armada como a principal forma
de luta e o Exército dirigido pelo Partido como a principal forma
de organização das massas, mobilizar o campesinato, principalmente
os camponêses pobres, levando a cabo a Revolução Agrária; construir
uma Frente Única sob a liderança do Partido Comunista para levar
a cabo a Revolução da Democracia Nova contra o imperialismo, o feudalismo
e o capitalismo burocrático, e estabelecer a ditadura conjunta das
classes revolucionárias dirigidas pelo proletariado como o prelúdio
necessário à Revolução Socialista que deve seguir-se imediatamente
à vitória da primeira etapa da Revolução. Mao avançou a tese das
"três armas mágicas" - o Partido, o Exército e a Frente Única -,
instrumentos indispensáveis para fazer a Revolução em cada país,
de acordo com as suas condições e a sua via revolucionária específicas.
Mao Tsé-tung
desenvolveu de forma significativa a filosofia do proletariado,
o materialismo dialéctico. Em particular, salientou que a lei da
contradição, a unidade e luta dos contrários, é a lei fundamental
que rege a Natureza e a sociedade. Assinalou que a unidade e identidade
de todas as coisas é temporária e relativa, enquanto que a luta
entre os contrários é constante e absoluta, e que isso dá origem
a rupturas radicais e saltos revolucionários. Aplicou magistralmente
esta concepção à análise da relação entre teoria e prática, salientando
que a prática é simultaneamente a única fonte e o derradeiro critério
da verdade, e dando ênfase ao salto da teoria para a prática revolucionárias.
Ao fazê-lo, Mao desenvolveu ainda mais a teoria proletária do conhecimento.
Encabeçou o movimento para levar a filosofia a milhões de elementos
das massas, popularizando, por exemplo, que "um divide-se em dois"
por oposição ao conceito revisionista "dois combinam-se em um".
Mao Tsé-tung
alargou a compreensão do conceito de que "o Povo e só o Povo é a
força-motriz da história mundial". Desenvolveu a compreensão da
linha de massas: "recolher as ideias das massas (ideias dispersas
e não sistematizadas) e concentrá-las (torná-las em ideias concentradas
e sistematizadas através do estudo), voltar depois às massas e propagar
e explicar essas ideias até que as massas as abracem como suas,
perseverem nelas e as traduzam em acções, testando nessas acções
a justeza dessas ideias". Mao salientou a profunda verdade de que
a matéria pode ser transformada em consciência e a consciência em
matéria, aumentando a compreensão do papel dinâmico consciente do
Homem em cada um dos campos da actividade humana.
Mao Tsé-tung
dirigiu a luta internacional contra o revisionismo moderno encabeçado
pelos revisionistas khruchtchovistas. Defendeu a linha política
e ideológica comunista contra os revisionistas modernos e apelou
aos genuínos revolucionários proletários a romper com eles e a forjar
Partidos baseados em princípios marxistas-leninistas-maoistas.
Mao Tsé-tung
levou a cabo uma profunda análise das lições da restauração do capitalismo
na URSS e das deficiências bem como dos êxitos da construção do
socialismo nesse país. Embora Mao defendesse as grandes contribuições
de Estaline, também sintetizou os erros de Estaline. Sintetizou
a experiência da Revolução Socialista na China e das reiteradas
lutas entre as duas linhas contra o quartel-general revisionista
dentro do Partido Comunista da China. Mao aplicou magistralmente
a dialéctica materialista à análise das contradições da sociedade
socialista.
Mao ensinou-nos
que o Partido deve tomar a posição de vanguarda - antes, durante
e depois da tomada do Poder - na liderança do proletariado na luta
histórica pelo comunismo. Aumentou a compreensão do modo de preservar
o carácter revolucionário proletário do Partido através da luta
ideológica activa contra as influências burguesas e pequeno-burguesas
nas suas fileiras, da educação ideológica dos membros do Partido,
da crítica e auto-crítica e da luta entre as duas linhas contra
as linhas oportunistas e revisionistas no Partido. Mao ensinou-nos
que assim que o proletariado toma o Poder e que o Partido se torna
na principal força dentro do Estado Socialista, a contradição entre
o Partido e as massas converte-se na expressão concentrada das contradições
que caracterizam a sociedade socialista como sociedade de transição
entre o capitalismo e o comunismo.
Mao Tsé-tung
desenvolveu o conhecimento do proletariado de economia política,
do papel contraditório e dinâmico da própria produção e da inter-relação
desta com a superestrutura política e ideológica da sociedade. Mao
ensinou-nos que o sistema de propriedade é decisivo nas relações
de produção mas que, no socialismo, deve-se prestar atenção a que
a propriedade pública seja socialista tanto no conteúdo como na
forma. Salientou a interacção entre o sistema socialista de propriedade
e os outros dois aspectos das relações de produção, as relações
entre as pessoas na produção e o sistema de distribuição. Mao desenvolveu
a tese leninista de que a política é a expressão concentrada da
economia, mostrando que numa sociedade socialista a justeza da linha
política e ideológica determina se o proletariado é realmente dono
dos meios de produção. Reciprocamente, assinalou que a ascensão
do revisionismo significa a ascensão da burguesia, e que dado o
carácter contraditório da base económica socialista seria fácil
aos seguidores da via capitalista reerguer o sistema capitalista
se chegassem ao Poder.
Criticou profundamente
a teoria revisionista das forças produtivas e concluiu que a superestrutura,
a consciência, pode transformar a base e, com o Poder político,
desenvolver as forças produtivas. Tudo isto tomou expressão na frase
de Mao, "Empenhar-se na Revolução, Promover a Produção".
Mao Tsé-tung
iniciou e dirigiu a Grande Revolução Cultural Proletária, que representou
um grande salto em frente na experiência do exercício da ditadura
do proletariado. Centenas de milhões de pessoas ergueram-se para
derrubar os seguidores da via capitalista que haviam surgido de
dentro da sociedade socialista e que se concentravam sobretudo na
própria direcção do Partido (tais como Liu Chao-chi, Lin Piao e
Teng Siao-ping). Mao dirigiu o proletariado e as massas na oposição
aos seguidores da via capitalista e na imposição dos interesses,
pontos de vista e vontade da grande maioria do Povo em todas as
esferas que, mesmo numa sociedade socialista, tinham continuado
a ser coutada privada das classes exploradoras e do seu modo de
pensar.
As grandes
vitórias alcançadas pela Revolução Cultural impediram durante uma
década a restauração capitalista na China e levaram a grandes transformações
socialistas na base económica, assim como na educação, na literatura
e arte, na investigação científica e noutras partes da superestrutura.
Sob a direcção de Mao, as massas estudaram profundamente o terreno
que engendra o capitalismo - como o direito burguês e as três grandes
diferenças, entre cidade e campo, entre operários e camponêses,
e entre trabalho intelectual e trabalho manual.
No decurso
de intensa luta política e ideológica, milhões de operários e outros
elementos das massas revolucionárias aprofundaram de maneira significativa
a sua consciência de classe e domínio do Marxismo-Leninismo-Maoismo
e reforçaram a sua capacidade de exercer o Poder político. A Revolução
Cultural foi realizada como parte da luta internacional do proletariado
e foi um campo de treino em internacionalismo proletário.
Mao compreendeu
a relação dialéctica entre a indispensabilidade de uma liderança
revolucionária e a necessidade de incentivar e confiar nas massas
revolucionárias de baixo para cima para implementar a ditadura do
proletariado. Deste modo, o fortalecimento da ditadura do proletariado
foi também o mais extenso e profundo exercício em democracia proletária
conseguido até hoje no mundo, revelando heróicos dirigentes revolucionários
como Chiang Ching e Chang Chung-chiao, que se mantiveram ao lado
das massas e as dirigiram na batalha contra os revisionistas e que,
ante a amarga derrota, continuaram a erguer alto a bandeira do Marxismo-Leninismo-Maoismo.
Lenine disse,
"Só é marxista quem alarga o reconhecimento da luta de classes
ao reconhecimento da ditadura do proletariado". À luz das
inestimáveis lições e avanços alcançados pela Grande Revolução Cultural
Proletária dirigida por Mao Tsé-tung, esta linha divisória ficou
ainda melhor definida. Agora, podemos afirmar que só é marxista
quem alarga o reconhecimento da luta de classes ao reconhecimento
da ditadura do proletariado e ao reconhecimento da existência objectiva
de classes, de contradições antagónicas de classe, da burguesia
no Partido e da continuação da luta de classes sob a ditadura do
proletariado durante todo o período do socialismo, até ao comunismo.
Como Mao tão poderosamente afirmou, "A falta de clareza nesta questão
conduzirá ao revisionismo".
A restauração
capitalista que se seguiu ao golpe de estado contra-revolucionário
de 1976 dirigido por Hua Kuo-feng e Teng Siao-ping, de modo nenhum
nega o Maoismo ou os históricos êxitos e as enormes lições da Grande
Revolução Cultural Proletária; pelo contrário, esta derrota confirma
as teses de Mao sobre a natureza da sociedade socialista e a necessidade
de continuar a Revolução sob a ditadura do proletariado.
Claramente,
a Grande Revolução Cultural Proletária representa uma epopeia histórica
da Revolução, um vitorioso ponto alto para os comunistas e os revolucionários
do mundo inteiro, um feito imperecível. Embora tenhamos todo um
processo à nossa frente, essa Revolução deixou-nos grandes lições
que estamos já a aplicar, como por exemplo o ponto de que a transformação
ideológica é fundamental para que a nossa classe tome o Poder.
Marxismo-Leninismo-Maoismo:
O Terceiro Grande Marco
No decurso
da Revolução Chinesa, Mao desenvolveu o Marxismo-Leninismo em muitos
campos importantes. Mas foi no cadinho da Grande Revolução Cultural
Proletária que a nossa ideologia deu um salto e o terceiro grande
marco, o Marxismo-Leninismo-Maoismo, emergiu na sua plenitude. Do
plano superior do Marxismo-Leninismo-Maoismo, os comunistas revolucionários
puderam compreender ainda mais profundamente os ensinamentos dos
grandes líderes precedentes e, de facto, mesmo as contribuições
iniciais de Mao Tsé-tung assumiram um significado mais profundo.
Hoje, sem Maoismo não pode haver Marxismo-Leninismo. De facto, negar
o Maoismo é negar o próprio Marxismo-Leninismo.
Cada grande
marco no desenvolvimento da ideologia revolucionária do proletariado
enfrentou implacável resistência e só conseguiu ser reconhecido
mediante intensa luta e mediante a sua aplicação à prática revolucionária.
Hoje, o Movimento Revolucionário Internacionalista declara que o
Marxismo-Leninismo-Maoismo deve ser o comandante supremo e o guia
da Revolução Mundial.
Centenas de
milhões de proletários e massas oprimidas do mundo são cada vez
mais impelidas para a luta contra o sistema imperialista mundial
e toda a reacção. No campo de batalha contra o inimigo, procuram
a sua própria bandeira. Os comunistas revolucionários devem empunhar
a nossa ideologia universal e difundi-la entre as massas para ainda
mais incentivar a sua acção e organizar as suas forças, com o objectivo
de tomar o Poder através da violência revolucionária. Para o conseguir,
têm de ser formados Partidos marxistas-leninistas-maoistas, unidos
no Movimento Revolucionário Internacionalista, naqueles lugares
onde não existam, enquanto que os existentes devem ser reforçados
de modo a preparar, iniciar e levar até à vitória a Guerra Popular
para tomar o Poder para o proletariado e o povo oprimido. Devemos
empunhar, defender e, sobretudo, aplicar o Marxismo-Leninismo-Maoismo.
Devemos acelerar
a nossa luta pela formação de uma Internacional Comunista de tipo
novo, baseada no Marxismo-Leninismo-Maoismo. A Revolução Proletária
Mundial não pode avançar até à vitória sem forjar essa arma porque,
como Mao nos ensinou, ou caminhamos todos para o comunismo, ou nenhum
de nós lá chegará.
Mao Tsé-tung
afirmou, "O Marxismo consiste em milhares de verdades, mas em última
análise todas se reduzem a uma: é justo revoltar-se". O Movimento
Revolucionário Internacionalista toma a revolta das massas como
o seu ponto de partida, e apela ao proletariado e aos revolucionários
de todo o mundo a empunharem o Marxismo-Leninismo-Maoismo. Esta
ideologia libertadora e de combate deve ser levada ao proletariado
e a todos os oprimidos porque só ela pode possibilitar que a revolta
das massas remova milhares de anos de exploração de classe e dê
à luz o mundo novo do comunismo.
Erguer
Bem Alto a Grande Bandeira Vermelha do Marxismo-Leninismo-Maoismo!
26
de Dezembro de 1993
Movimento
Revolucionário Internacionalista